O roxo vem do latim russeus que significa vermelho-escuro. Resulta da mistura do azul e vermelho e designa qualquer tonalidade entre estas duas cores. Há várias teorias que explicam a razão pela qual os movimentos feministas são representados a nível mundial por esta cor, há mais de 100 anos. Na Interflora, revelamos algumas dessas teorias.

Roxo, a representação da igualdade

No final do século XIX e início do século XX, com o aparecimento da psicologia e da questão do subconsciente, o azul e o cor-de-rosa são associados aos meninos e meninas. Considerando esta simbologia, a união das duas cores daria origem a uma cor neutra – o roxo, símbolo de ambos os géneros. Na década de 1970, os movimentos feministas adotaram a ideia de que esta síntese representa a igualdade entre mulheres e homens e fizeram do roxo a sua bandeira na luta pela igualdade de direitos.

Roxo, um símbolo de respeito e homenagem na evocação de uma tragédia

No dia 25 de março, mais de 140 operárias terão morrido num incêndio ocorrido na fábrica têxtil de camisas Triangle Shirtwaist em Nova Iorque. Um acontecimento trágico e comovente, associado à origem do Dia da Mulher, por ser atribuído à ausência de condições e direitos no trabalho.

Roxo, a cor do movimento sufragista

Roxo é uma das cores das Suffragettes – as primeiras mulheres ativistas que lutaram por direitos iguais entre homens e mulheres, membros da Women’s Social and Political Union, uma organização criada em 1903 para reivindicar o direito de voto das mulheres. As Suffragettes reivindicavam também a igualdade dos direitos à educação, ao divórcio e à participação ativa na vida da sociedade. O movimento social, político e económico de reforma teve origem em França ainda no século XVIII. Em Inglaterra, surgiu no final do século XIX e nos EUA no princípio do século XX. As Suffragettes representam a primeira onda de feministas.

As cores sufragistas

A cor desempenhou sempre um papel importante na sociedade com a sua capacidade de transmitir mensagens. Essencial nas mais diversas construções sociais e funcionando como elemento identitário é normalmente adotada pelos movimentos sociopolíticos e culturais. O branco é uma cor associada às roupas das mulheres que nas ruas lutaram pelo direito ao voto feminino, destacando-se numa multidão de homens com fatos escuros. Contudo, outras cores apareciam em cartazes, faixas e alfinetes de peito. As Suffragettes britânicas escolheram o roxo, o branco e o verde e as americanas preferiram o roxo, o branco e o dourado.

Qual era o significado de cada cor da bandeira das Suffragettes?

Emmeline Pethick-Lawrence, ativista e editora do jornal da época «Votos para Mulheres», explicou o motivo pelo qual cada cor foi escolhida: «Roxo, é a cor real, representa o sangue real que corre nas veias de cada Suffragette, o instinto de liberdade e dignidade. Branco significa pureza na vida privada e pública e o verde é a cor da esperança e o emblema da primavera.» Para a professora universitária brasileira, Daniela Nogueira, «O roxo tem um tom de realce para o feminismo, é a transcendência dos efeitos que impulsionam a causa. Tem significados de poder e cura. É como a equidade e temperança da liberdade, que disseram ser azul, e da fraternidade, que julgaram ser vermelha. Se misturarmos, azul e vermelho dá roxo. É a cor que dá sentido à paz do branco, que, isolado, é paz sem voz.»

Uma Suffragette era reconhecida pelas suas cores!

Os códigos de significação e pertença à causa não se limitavam à moda, e as cores identitárias do movimento estavam presentes, por exemplo, no caso das bicicletas Elswick Cycle Company produzidas neste trio cromático.Sylvia, a filha de Emmeline Pankhurs, pintora e designer, criou bandeiras e inúmeros produtos tricolores que se tornaram um sucesso, destacando-se o alfinete de peito com a frase «Votos para mulheres». Os opositores tentaram criar a ideia de que as Suffragettes eram »masculinizadas». Como resposta, roupas delicadas, tecidos leves e tons claros considerados na época símbolos femininos tornaram-se formas de contestação e protesto. A co-fundadora do partido Women’s Social and Political Union (WSPU), Christabel Pankhurst, afirmou que as Suffragettes não podiam ser mulheres deselegantes. Os armazéns Selfridges foram um grande aliado e investiram em roupas elegantes, para deixar a feminilidade em evidência, como as Suffragettes procuravam. A sapataria Lilley e Skinner vendia sapatos no trio cromático do partido WSPU. Mappen & Webb, joalheiros de Londres, criaram jóias inspiradas nas Suffragettes.

Roxo, a cor do feminismo

Só a partir de 1990, com a terceira onda do feminismo, a desconstrução da »feminilidade universal» ganhou força com as questões relacionadas com género, sexo e sexualidade. Para serem consideradas femininas, as mulheres já não precisam ser reféns dos ícones tradicionais de estilo do século XIX. No entanto, o roxo tornou-se um símbolo tão forte do feminismo que é lembrado e usado como bandeira até hoje. Em 2018, na cerimónia dos Globos de Ouro, Rachel Goodwin maquilhou Emma Stone com uma paleta de cores «inspirada em mulheres corajosas e outras forças da natureza». Em 2021, na cerimónia de tomada de posse da Presidência Biden-Harris, a vice-presidente Kamala Harris vestiu roxo, uma cor que evoca o poder feminino. Nessa cerimónia, Michelle Obama e Hillary Clinton também vestiram roxo e a escolha da cor pode ter um significado profundo.

Flores roxas no Dia da Mulher

No dia 8 de março – Dia da Mulher – reconheça a coragem, bravura e luta das mulheres da sua Vida. Descubra os ramos, centros e cestos de flores roxas.

  • Toscana – Um ramo de rosas e orquídeas uma explosão de cor, energia e pura beleza. Uma composição que representa a personalidade e dinamismo de uma mulher .
  • Merlot – Uma composição de orquídeas roxas para uma mulher que luta pelos seus sonhos.
  • Piamonte – Uma composição de rosas e lírios num cesto que é o presente ideal para uma mulher sensível e corajosa.

Na Interflora, celebramos com todas as mulheres. Convide as mulheres que ama a florescer!

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